terça-feira, 20 de junho de 2017

Batman vai ter uma história original por Enrico Marini!






De vez em quando tenho surpresas agradáveis. A editora francesa Dargaud vai publicar em dois volumes uma graphic novel original da personagem da DC, Batman. E o autor escolhido foi o grande Enrico Marini!

Este autor vende centenas de milhar de livros em França, o reconhecimento da sua qualidade enquanto desenhador e argumentista.
Conhecido em Portugal pelas séries Rapaces, Escorpião e











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terça-feira, 13 de junho de 2017

Harrow County Vol.2: Duas Vezes Contado



Os lançamentos já lá vão, agora é altura de opiniões.

O segundo volume da série de Fantasia Negra Harrow County já está em nacional depois do pré-lançamento no Festival Internacional de BD de Beja, onde adquiri o meu exemplar.

Depois dos eventos do primeiro volume (podem ler a minha opinião neste link: Harrow County Vol.1: Assombrações sem Fim), em que Harrow County fica pacificado depois de Emmy ter posto ordem em toda a espécie de criaturas, assombrações espectros e monstros.
Emmy é respeitada pela comunidade. Existe um acordo entre os habitantes da cidade e Emmy e tudo vai bem até que, numa noite de tempestade eis que Emmy descobre que tem uma irmã gémea: Kammi.

É aqui que Cullen Bunn (argumento) tem a sua prestação menos boa, basicamente foi buscar o clichê dos gémeos antagónicos… Emmy do campo e intrinsecamente boa, Kammi da cidade e intrinsecamente diabólica. A partir daqui o final do livro torna-se um pouco previsível.

De qualquer modo, gostei da maneira como toda a acção flui apesar da situação que falei anteriormente. Tem boas nuances no argumento durante a luta entre as duas irmãs por Harrow County. Emmy apesar de “boazinha” não é indefesa, e Kammi não consegue a totalidade de todos aqueles monstros para as suas fileiras. Garantidamente Emmy tem um grande amigo no seu “familiar”, o espectro que a acompanha.

Tyler Crook continua igual a si mesmo, ou seja grande. A captação da ruralidade do espaço onde decorre esta Fantasia Negra é excelente, Emmy está cada mais detalhada na sua expressão, e colorir com aguarelas esta história dá um volume especial às sombras, e os jogos de cor brilham de maneira especial, bastante mais intensos.
Chamo atenção para a página dupla que abre a segunda parte do livro. Está GENIAL!

É uma excelente edição, uma boa história, e uma arte incrível. O Leituras de BD recomenda esta edição da G.Floy (assim como outras, mas havemos de lá ir…)



Harrow County volume 2: Duas vezes Contado
Álbum, 120 pgs a cores, capa dura. PVP: 9,99€
ISBN: 978-84-16510-33-7





Boas leituras



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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Lançamento Levoir: Mulher Maravilha - Um Por Todos


Hoje sai o segundo livro da colecção Mulher-Maravilha, em publicação pela Levoir, e distribuída para as bancas e quiosques pelo jornal Público.

E é um dia especial porque é hoje a estreia do aguardado filme nas salas de cinema portuguesas. Relativamente ao filme, este teve grandes críticas no site Rotten Tomatoes que não costuma ser simpático com os filmes do Universo DC, mas Wonder Woman bateu nesta altura neste site toda a concorrência no género, incluindo os filmes da Marvel.

Fiquem com o press release da Levoir, e um trailer no final do post respeitante ao filme que podem ver a partir de hoje à noite.

Mulher-Maravilha
Um Por todos

Este volume é o segundo da colecção e vai para a banca a 1 de Junho no mesmo dia que o filme é estreado, por mais 11,90€ com o jornal Público e na FNAC.
Esta é uma história sensacional onde Diana de Temiscira mostra a importância que os amigos têm na sua vida e também o seu forte carácter.

Através do oráculo das amazonas, Diana fica a saber de uma profecia a respeito do despertar de um antigo e maléfico dragão, que atingirá os seus amigos da Liga da Justiça e que quem o derrotar morrerá no processo. Decidida a não perder nenhum dos seus amigos a Mulher-Maravilha tem de os impedir de confrontar esse inimigo tendo para isso de os colocar fora de acção um por um, pois só assim poderá enfrentar o dragão sozinha.

O argumento e os desenhos são de Christopher Moeller, que começou a sua carreira na Innovation Comics e ganhou nome na Dark Horse ilustrando capas da série Star Wars.
Sabia que: Embora só agora, em 2017, chegue ao grande ecrã, pelas mãos de Patty Jenkins, a Mulher-Maravilha esteve muito perto de ser adaptada ao cinema 10 anos antes, num filme escrito e dirigido por Joss Whedon, o criador da série televisiva Buffy de Vampire Killer que, frustrado este projecto, acabou por realizar o primeiro filme dos Vingadores, da Marvel.













Boas leituras e bom filme!







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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado



A Arte de Autor vai revisitar Corto Maltese, passando a ser a casa deste herói.
Ao mesmo tempo que vai publicar o maior clássico de Corto Maltese, A Balada do Mar Salgado, inicia em Portugal as novas aventuras deste aventureiro escritas por Juan Díaz Canales conhecido entre nós pela série Blacksad, e pelo livro editado há pouco tempo por esta editora Como Viaja a Água; e desenhado por Rubem Pellejero, também já publicado em Portugal com o díptico Âromm. O livro tem como título Sob o Sol da Meia Noite.

E vou começar esta homenagem a um dos meus autores preferidos de banda desenhada com uma visita à Balada do Mar Salgado, até porque ao fazê-lo, estou ao mesmo tempo a reviver as fábulas de uma das personagens que mais me influenciaram ao longo destes anos: Corto Maltese por Hugo Pratt.

E vou começar precisamente pela obra A Balada do Mar Salgado até porque, cronologicamente (publicada entre 1967-1969), é a peça de abertura para o texto épico que se viria a desenrolar até à década de 90. Se aqui o denomino de épico não será tanto pelo carácter heróico dos seus personagens «que na maior parte das suas vezes, são tudo menos heróis» mas mais pelo carácter devastador das suas acções, que tanto a nível físico como a nível da sua psicologia, nos levam a embarcar num mundo de consequências grandiosas: ao mesmo tempo letais; ao mesmo tempo mágicas.

Corto Maltese é isso mesmo, um jogo de personagens complexas, não meras formas icónicas ou ideias que representam o homem característica a característica «bom/mau», «feio/bonito», «rebelde/conformado», mas um todo conjunto, espectro de ideias que nos definem a personalidade tal qual como é «conferindo espessura ao argumento, mas não só, dando-lhe também veracidade».

A Balada do Mar Salgado decorre algures ao largo da Papua e nela é desenhada uma história de pirataria moderna, de eventos que terão decorrido pouco antes, e durante o começo da I Guerra Mundial. É também uma narrativa inserida dentro de um jogo de xadrez de potências, no teatro pré grande guerra, onde se começam a impor as forças quase que imperiais que eram: os ingleses; os alemães; ou os japoneses. Algures, no limbo que é a cartografia deste espaço, existe uma ilha denominada de "escondida", que é comandada por uma figura misteriosa chamada apenas de monge que, acreditando nas histórias contadas pelos aborígenes, tem mais de 200 anos. A verdade é mais plausível, quem sabe, não interessa...

Depois, são-nos apresentadas algumas das personagens principais que nos vão acompanhar ao longo do trabalho de Hugo Pratt: Corto Maltese, o marinheiro que não necessita de apresentação; Rasputine, pirata psicopata, melhor amigo de Corto Maltese; os irmãos Cain e Pandora, que são recolhidos após uma terrível tempestade e um naufrágio. Se o espectro ou a expectativa de guerra nos introduz um factor de caos à narrativa, pelo menos algumas coisas se mantém constantes: a calma placidez do Pacífico; a fúria das suas ondas gigantescas e destroços; o destino de Corto Maltese, pois que, o nosso quase-que-herói, aquando pequeno, pegou numa faca e desenhou a sua própria linha da vida na palma.

O traço, é um traço simples mas muito rico e eficaz, a preto e branco, muitos de vós já o devem conhecer, quanto a mim, nunca me deixa de surpreender.

O livro conta com um prefácio de Umberto Eco e dizer mais do que isto, estaria a contar-vos de novo a Balada do Mar Salgado. Leiam.





A BALADA DO MAR SALGADO, em edição cartonada, a preto e branco com capa mate e verniz cartonado; esta edição, que conta com o prefácio de Umberto Eco e um caderno introdutório com aguarelas a cores, é limitada a 1000 exemplares.







Boas leituras





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terça-feira, 30 de maio de 2017

Lançamento Levoir: Colecção Mulher-Maravilha
Vol.1: Mulher-Maravilha - Terra Um



A Levoir iniciou na passada 5ª Feira (25/05/2017) mais uma colecção distribuída pelo Jornal Público.
A colecção é toda da Mulher-Maravilha, aproveitando, e bem, o hype do filme que estreia no dia 1 de Junho.

São cinco volumes de cinco fases diferentes desta heroína, sendo certo que a Levoir já editou dois
títulos desta personagem: Quem é a Mulher-Maravilha (George Pérez, Phil Jimenez, Allan Heinberg, Terry Dodson) e Super-Homem - Mulher-Maravilha, O Par Perfeito (Charles Soule, Tony S.Daniel)

Esta colecção incluirá prefácios e materiais extra, uma introdução a história da personagem além de uma cronologia detalhada sobre a Wonder Woman.

Mulher-Maravilha - Terra Um

Celebramos os 75 Anos da Mulher-Maravilha com o lançamento de uma colecção, um concurso de ilustração e um passatempo para os nossos seguidores de Facebook para assitir à antestreia do filme dedicado a esta heroína em colaboração com a Warner Bros. Portugal-NOS Audiovisuais.

"Mulher-Maravilha" é a nova colecção da Levoir em conjunto com o jornal Público que sai em banca a 25 de Maio. É uma edição de coleccionador composta por 5 volumes (livros em capa dura ) que incluirá prefácios e materiais extra, uma introdução à história da personagem e cronologia detalhada.

Por 11,90€, os leitores podem conhecer a história da Princesa Diana de Temiscira, a Mulher-Maravilha. Diana vive na Ilha Paraíso, com a sua mãe a rainha Hipólita. Durante milénios as amazonas habitantes da ilha contruíram uma próspera sociedade longe da maligna influência dos homens. Mas a jovem Diana não está satisfeita com sua vida reclusa, sabe que há mais mundo para além da ilha e resolve explorá-lo mesmo que tenha de ir contra os desejos de sua mãe e esta não concorde com os seus planos.
Escrita por Grant Morrison e ilustrada por Yanick Paquette chega a mais provocativa das origens da Mulher-Maravilha – uma leitura sem igual que honra a rica história da personagem!

Os livros da colecção são:
Volume 1 - Mulher-Maravilha: Terra Um – Argumento Grant Morrison, desenhos Yanick Paquette
Volume 2 – Mulher-Maravilha: Um por Todos – Argumento e desenhos Christopher Moeler
Volume 3 - Mulher-Maravilha: A Hiketeia – Argumento Greg Rucka, desenhos J. G. Jones
Volume 4 - Mulher-Maravilha: Homens e Deuses - Argumento Len Wein, desenhos George Pérez
Volume 5 – Deuses de Gotham - Argumento Phil Jiménez e J. M. De Matteis, desenhos Phil Jiménez


O primeiro volume da colecção incluirá a oferta dum postal com a imagem oficial do filme da Mulher-Maravilha com a colaboração da "Warner Bros. Portugal e NOS Audiovisuais"

>> Sabias que: Durante dois meses a Mulher-Maravilha foi Embaixatriz das Nações Unidas? E que o português Miguel Mendonça desenhou a Mulher-Maravilha durante a fase final da linha Novos 52 escrita por Meredith Finch?





Boas leituras





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segunda-feira, 29 de maio de 2017

XIII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja
Opinião e Fotos



No fim-de-semana passado celebrou-se o XIII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Todos os caminhos deram a Beja por essa altura, uma oportunidade para rever amigos, conhecidos, enfim… muitas caras, muitas pessoas.

Oportunidade única também para comprar em primeira mão muitas novidades de BD, conviver com autores informalmente com uma cerveja na mão, visitar as muitas e boas exposições de originais.
Paulo Monteiro

Muitas apresentações, lançamentos, ou simples painéis de autores no auditório do Pax Julia foram feitos, sempre contados ao minuto pelo Paulo Monteiro, o homem (e a sua equipa) que mantém de pé este evento há 13 anos consecutivos.

O ano passado deu-se uma mudança na localização do núcleo principal do evento, passando da Casa da Cultura de Beja onde esteve durante mais de uma década, para o centro da cidade entre o Teatro Municipal Pax Julia e no largo do Museu Regional.

Existem pessoas que gostam mais desta nova localização, mas eu não sou uma delas por várias razões. Embora o Pax Julia tenha tido este ano as exposições muito bem montadas e grande bom gosto na sua disposição não é tão bom como a Casa da Cultura, onde existe um espaço muito amplo em que as exposições centrais “respiram” mais à vontade. De facto o auditório para lançamentos do Pax Julia é bastante melhor, mas as exposições ficam bastante mais labirínticas.

Depois, aquelas arcadas da Casa da Cultura eram um local onde os visitantes podiam descansar e fugir do Sol que não existe no Largo do Museu Regional, onde a natureza faz das suas sem fuga possível para os visitantes, tendo apenas umas árvores para refúgio.

Presumo que sirva melhor a cidade de Beja esta nova centralidade do festival, e este precise do apoio da Câmara Municipal… mas pronto, eu preferia sinceramente a Casa da Cultura.

Outra situação que eu tenho a apontar, e continuo a falar pessoalmente (existe com certeza quem goste), é o palco dos Concertos Desenhados. O local de lazer e descanso (e autógrafos) dos visitantes é precisamente o local onde o palco está instalado. Torna-se muito desagradável estar sentado a beber uma cerveja e conversar com amigos e ouvir durante uma tarde inteira check sounds para os concertos da noite. Ninguém consegue falar sem ser quase aos gritos e de vez em quando a saltar com alguns sons arrepiantes! Não é compatível “zona de descanso e lazer” com um palco em constante check sound e por vezes com pequenos concertos que nem sequer agradam a uma boa parte das pessoas presentes, ou seja, torna-se invasivo e anti-social.

Bem, quanto às exposições em si. Estavam maravilhosas, com muito bom gosto e recheadas com trabalhos de excelentes artistas.
As apresentações decorreram a um bom ritmo no auditório sem se tornarem enfadonhas, e sempre controladas pelo cronómetro do Paulo Monteiro.


O som nos Concertos Desenhados estava bastante decente e para quem gosta deste tipo de evento presumo que foram bastante bons.
Os artistas convidados foram de uma grande simpatia, nunca fugindo à convivência com os visitantes. Apenas faltou um “grande” no festival. Giménez não pode vir devido a ter sido sujeito a cirurgia Foi uma pena, pode ser que venha para o ano!

Quanto à cidade de Beja, continua igual e ela própria: espectacular!

As exposições ficam até ao final do festival, assim como a loja de BD, ou seja, até dia 11 de Junho. Até ao final haverão muitos workshops e um encontro de Urban Sketchers. Podem verificar as datas e horas no programa do evento, neste link:

XIII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja: Programação






Concertos Desenhados

José de Freitas - Terkel Risbjerg - Judith Vanistendael - Anne-Caroline Pandolfo

Sama - Pedro Moura

Janaína de Luna - Pedro Cobiaco


Juan Giménez



Jorge Coelho





Grazia La Padula





Artur Correia





Paolo Motturi





Flávio Luiz





Judith Vanistendael





Anne-Caroline Pandolfo & Terkel Risbjerg





Pedro Morais




Ricardo Venâncio



Vinhetas da Roménia







Rafael Coutinho







Luís Afonso




Pedro Cobiaco






Geral do festival e da cidade
Pedro Cobiaco e Grazia La Padula - Autógrafos na Kingpin Books

Loja do festival

Loja do festival

Tenda de Modelismo

Loja da Arte de Autor

Loja da Arte de Autor

Loja da Comicheart

Loja do festival

Sama
Loja do festival

Mário Freitas e Pedro Cobiaco

Anne-Caroline Pandolfo, Terkel Risbjerg e Josá de freitas

Visita à cidade por Florival Baiôa Monteiro

Graffiti em Beja



Boas leituras e até para o ano!






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